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segunda-feira, 1 de março de 2010

A Maria Clara começando a comer


Depois de seis meses mamando no peito, Maria Clara teve sua primeira experiência com papinha salgada e frutas.
A pediatra me tratou como mãe de segunda viagem e foi breve em suas explicações sobre seleção, preparo e introdução. Só em casa me dei conta de que tinha esquecido muitas coisas dessa época do Henrique.
É muito estranho como as imagens e fases vão se sobrepondo e ficando meio distantes, meio apagadas na nossa memória. Deve ser por causa da intensidade, Sei lá...
Bom, o fato é que na minha cabeça o Henrique sempre soube o que fazer com a colher e a Maria Clara não tinha a menor idéia. Além de estranhar o objeto estranhou também os novos sabores e levou quase dez dias para aprender a comer.
Nesse curto período, que pareceu uma eternidade, cheguei a pensar que ela fosse me dar trabalho para comer. Bobagem, logo que passou o estranhamento a pequena passou a encarar o potinho de sopa com o maior prazer e já demonstra preferência por determinadas frutas. Ama banana e mamão, gosta de pêra e rejeita maçã e abacate. Ah! O suco de laranja não vai de jeito nenhum.
Junto com a experiência alimentar surgiu uma certa alergia no rostinho dela. Talvez por causa de maior contato com a saliva. Para resolver o problema usei um hidratante maravilhoso chamado “fisiogel”. Uso esse produto para quase tudo que aparece na pele dela e ele dá jeito mesmo! Custa em torno de 40 reais, rende bastante e encontramos em qualquer boa farmácia.
Agora já estou na expectativa do próximo mês para introduzir o jantar. Adoraria que cada mês dessa fase deliciosa, pelo menos, se duplicasse. Uma pena que passe tão rápido, uma pena que tenhamos que viver entre a ansiedade pelo novo e a saudade do que já passou...
Sun

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Alaranjado mamão


Isso mesmo. Alice entrando no quarto mês de vida e durante a consulta médica uma surpresa: hora de começar com suco e frutas. Deus do céu, o que parecia uma realidade tão distante ia começar entre hoje mesmo e amanhã.
A lista era simples: suco de laranja lima pela manhã e quatro frutas poderiam se revezar no meio da tarde: maçã, mamão, banana ou pêra.
Na volta da médica já passei num hortifruti pra selecionar as primeiras frutas que a Alice conheceria. Escolhi cada uma com um carinho imenso sabendo da importância e do valor delas para nossas vidas. A sensação: um misto de felicidade e tristeza, talvez um pouco de medo. O tempo passa rápido demais e de repente a pequena que só tomava leite e às vezes água ou chá passaria a ter um cardápio e a fazer uso de talher, potinhos e outros utensílios que ainda estou descobrindo...
Pois bem. De acordo com a pediatra, Alice poderia reagir com estranheza natural ao conhecer, ao experiemntar pela primeira vez uma fruta... Poderia tentar expulsar da boca não apenas por não gostar do sabor, da textura, mas acima de tudo por estar descobrindo, também, o caminho do alimento pois a gente coloca na boca, degusta, engole e digere... Todo esse caminho é novo e as sensações envolvidas no ato de comer pela primeira vez então, nem se fala. Para a minha surpresa, tanto o suco com a primeira fruta foram aceitos e consumidos em sua porção completa. Os dias foram se passando e ela passou a comer cada vez com mais familiaridade, passei a perceber quais as suas preferências, passei a entender que com determinadas frutas ela faz cocô mais duro, mais ou menos cocô ou então fica com o cocô molinho.... Lógico que todo mundo sabe que maçã prende e mamão solta mas é bacana descobrir isso com a nossa cria, conhecer aquele corpinho de bebê como ninguém e perceber cada detalhe... É lindo e gostoso ver o bebê crescer; ao mesmo tempo já vai dando saudades daquele bebezinho tão dependente que vai mudando todos os dias... Mas de crescimento e desenvolvimento não se pode reclamar, afinal das contas, a gente reza, reza, reza (mesmo eu, que não sou lá de rezar) pro filho da gente crescer forte e saudável.
Pois bem... Muito bonito esse negócio de comer mas na hora de lavar a roupa também tive novas aprendizagens... Eu sempre comprei sabão bom pra lavar roupas e sempre joguei tudo na máquina... Foram raras as vezes que não fiquei satisfeita com a qualidade das lavagens ou que destinei blusa nova ao armário dos pijamas por saber que ela jamais voltaria a ter aquela brancura ou perfeição, por que se tem coisa que eu nunca fiz, foi esfregar roupa... Ah... Eu nunca precisei esfregar roupa não... Minhas sujeiras sempre se resolveram no molho da máquina...
Mas com filho não dá... Me decepcionou tirar da máquina os paninhos de boca completamente pintadinhos de alaranjado mamão... A gente até pode ficar esculhambada mas o bebezinho tem que ficar limpinho, cheiroso e todas as coisinhas também... É um pouco da coisa de brincar de boneca, como se virar mãe fosse brincadeira...
Pensando assim foi que eu passei a usar o tão famoso “Vanish” (que não encontra mancha sozinho e não tira completamente a mancha não...a gente tem é que esfregar, mas o produto ajuda sim... Ajudaaa!) e passei também a esfregar os paninhos com as mãos, lavar com água quente... Dá trabalho e não fica perfeito mas é o que eu tenho conseguido fazer.
Depois de um mês adaptando-me à vida de mãe de bebê que come, em outra consulta com a pediatra, outro susto: hora de começar com as papinhas salgadas... Deus do céu... Ainda estou no meio desse turbilhão e já descobri que a Alice não gosta muito de carne branca (tenho especial dificuldade com a questão da carne, pois sou vegetariana e fico refletindo sobre isso desde a gravidez...http://casandroni.blogspot.com/2009/06/o-que-alice-come-o-que-alice-vai-comer.html)e que eu tenho que dar umas duas ou três vezes a mesma papinha pra ela reconhecer o sabor e curtir, querer mais... Dá trabalho sim.
O mais gostoso disso tudo foi o dia que eu descobri dentinhos rasgando a gengiva... A coisa mais linda do mundo. Muito gostoso poder curtir esse processo. Eu amo de paixão as gengivinhas e aquele sorriso inocente e banguelo dos bebês mas acompanhar o crescimento dos dentinhos é delicioso...Ela sofreu um pouquinho, teve cocô mole e ficou chorona nos dias mais chatinhos e doloridos mas agora está bem. É sentir minha filhotinha virando gente; uma mulherzinha.